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Desafios para Oiapoque e Pracuúba: As Piores Cidades para Viver no Brasil em 2024

Em 2024, duas cidades do Amapá, Oiapoque e Pracuúba, se destacaram negativamente no cenário nacional, figurando entre as 20 piores cidades para viver no Brasil. Este ranking é baseado no Índice de Progresso Social (IPS), uma métrica inovadora que avalia o bem-estar da população com foco em fatores sociais e ambientais, ao invés de considerar apenas aspectos econômicos. O IPS tem se tornado uma ferramenta importante para entender a qualidade de vida nas diferentes regiões do país e identificar áreas que necessitam de políticas públicas urgentes.

Oiapoque, localizada no extremo norte do Amapá, ocupa a 12ª posição entre as piores cidades do Brasil, enquanto Pracuúba segue de perto na 18ª posição. Esses resultados destacam as dificuldades enfrentadas pelas populações dessas cidades, que ainda estão longe de alcançar padrões adequados de qualidade de vida. Embora o Amapá tenha várias cidades com indicadores baixos, é preocupante que Oiapoque e Pracuúba estejam entre as mais afetadas.

O Índice de Progresso Social (IPS) é uma métrica que avalia a qualidade de vida de uma população a partir de indicadores como nutrição, saúde, moradia, segurança e acesso à educação e serviços públicos. A principal diferença entre o IPS e outros índices de desenvolvimento econômico é que o primeiro foca em resultados sociais e ambientais, enquanto o segundo costuma se concentrar apenas no crescimento econômico, muitas vezes negligenciando as condições de vida da população. Isso faz com que o IPS seja uma ferramenta mais precisa para medir o bem-estar das pessoas.

O impacto do IPS nas cidades de Oiapoque e Pracuúba é um reflexo de uma série de desafios estruturais e sociais enfrentados por essas localidades. Apesar de estarem situadas em uma região rica em biodiversidade e recursos naturais, os moradores dessas cidades têm dificuldades em acessar serviços básicos, como saúde, educação e infraestrutura. Além disso, os baixos índices de segurança e o difícil acesso a outras regiões do Brasil também contribuem para esse cenário negativo.

Pracuúba, por exemplo, além de enfrentar dificuldades na área de saúde e educação, também sofre com a falta de oportunidades de emprego e crescimento econômico. O isolamento da cidade e a dificuldade de acesso a grandes centros urbanos dificultam o desenvolvimento local e limitam as opções de trabalho para seus habitantes. A cidade precisa urgentemente de investimentos em infraestrutura e políticas públicas para melhorar a qualidade de vida dos seus moradores.

Para entender melhor os fatores que colocam Oiapoque e Pracuúba nas últimas posições do ranking do IPS, é necessário analisar os critérios utilizados para avaliar as cidades. O IPS se divide em três grandes áreas: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Cada uma dessas áreas engloba uma série de indicadores que medem a qualidade de vida em diferentes aspectos, desde a saúde até o acesso à educação superior e direitos individuais.

No caso de Oiapoque, as condições de moradia, saúde e segurança são alguns dos fatores que mais impactam o desempenho da cidade no ranking. A falta de infraestrutura básica, como saneamento adequado e serviços de saúde, coloca os moradores em uma situação de vulnerabilidade. Em Pracuúba, a educação e o acesso à informação são áreas críticas, além da escassez de recursos que dificultam o desenvolvimento local. Ambos os municípios precisam de ações imediatas para melhorar essas condições e, assim, proporcionar uma vida mais digna para seus habitantes.

Embora a situação de Oiapoque e Pracuúba seja preocupante, o Índice de Progresso Social também oferece uma visão clara das áreas que precisam ser priorizadas nas políticas públicas. O governo local e federal podem usar os dados do IPS para focar em melhorias em setores específicos, como saúde, educação, segurança e infraestrutura. A implementação de programas de inclusão social, incentivo ao empreendedorismo e ao turismo também pode ajudar essas cidades a superar as dificuldades enfrentadas atualmente.

O ranking das piores cidades para viver no Brasil em 2024, que inclui Oiapoque e Pracuúba, serve como um alerta para a necessidade de ações mais efetivas para melhorar as condições de vida da população. Ao compreender os indicadores que afetam diretamente o bem-estar dos moradores, é possível adotar medidas que promovam o progresso social e econômico, garantindo um futuro mais promissor para essas cidades do Amapá.

Autor: Ziezel Xya
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital

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