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Governo do Amapá divulga resultado preliminar para doação de 44 máquinas de colheita de açaí

O Governo do Amapá publicou o resultado preliminar do chamamento público que prevê a doação de 44 máquinas automáticas portáteis para a colheita de frutos de açaizeiros. A divulgação foi feita em 17 de junho de 2026, por meio do Diário Oficial do Estado do Amapá.

Os equipamentos, chamados de AçaíBot, serão destinados a organizações da sociedade civil vinculadas à produção de açaí e ao agroextrativismo. O edital prevê a seleção de 11 entidades, com quatro máquinas para cada uma. Nesta etapa, a relação publicada apresenta organizações consideradas aptas e inaptas após a análise da documentação entregue dentro do prazo estabelecido.

Entidades de quatro municípios aparecem entre as aptas

Entre as organizações classificadas como aptas estão associações e cooperativas de municípios como Ferreira Gomes, Macapá, Mazagão e Porto Grande. A publicação no Diário Oficial apresenta a situação documental das entidades participantes, mas o resultado divulgado ainda é preliminar.

A iniciativa alcança localidades com participação na cadeia produtiva do açaí e busca apoiar agricultores familiares, cooperativas e associações extrativistas. O foco está na modernização da colheita, uma atividade que depende da retirada dos frutos em palmeiras e envolve desafios de segurança, produtividade e transporte.

Equipamentos terão sistema de carregamento solar

Cada kit previsto no chamamento é formado por um robô coletor mecanizado, controle remoto, carregador bivolt, sistema de carregamento solar autônomo, bolsa impermeável e manual de operação. A composição permite que o equipamento seja utilizado em áreas rurais e comunidades onde o acesso à rede elétrica pode ser limitado.

De acordo com o edital de chamamento público, o plano de trabalho também inclui a capacitação dos participantes para o uso e a manutenção das máquinas. A formação é prevista como parte da entrega da tecnologia às organizações selecionadas.

Documentos anteriores do governo estadual registram a contratação dos 44 equipamentos por aproximadamente R$ 1,01 milhão. O valor está relacionado à aquisição dos kits, que incluem o robô coletor e os acessórios necessários para a operação, além do sistema autônomo de carregamento solar, conforme publicação do Diário Oficial do Estado do Amapá.

Objetivos incluem segurança e redução de perdas

As máquinas de colheita de açaí no Amapá foram previstas como uma alternativa mecanizada para aumentar a produtividade e melhorar a segurança dos trabalhadores. A proposta também busca reduzir perdas logísticas durante a retirada e o deslocamento dos frutos, fortalecendo uma atividade importante para a renda de famílias que vivem da agricultura familiar e do extrativismo.

Outro objetivo associado ao uso do equipamento é contribuir para a diminuição do trabalho infantil na cadeia do açaí. A medida está relacionada à substituição de parte das tarefas que exigem a subida e a descida das palmeiras, etapas que podem expor trabalhadores a riscos de acidentes.

O chamamento está vinculado a uma proposta registrada no Transferegov e a um convênio com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A previsão de entrega das máquinas, acompanhada de treinamento para utilização e manutenção, conecta a política pública estadual a ações de apoio ao desenvolvimento rural e ao agroextrativismo amazônico.

Próximas etapas dependem da conclusão do chamamento

Como o documento divulgado em 17 de junho apresenta um resultado preliminar, a seleção ainda segue as etapas previstas no edital. A publicação serve para informar a situação das organizações após a conferência dos documentos e dar continuidade ao processo administrativo de escolha das entidades beneficiárias.

Quando concluída a seleção, as organizações escolhidas deverão receber quatro equipamentos cada, totalizando as 44 máquinas previstas. A distribuição poderá beneficiar entidades de diferentes municípios amapaenses e ampliar o acesso a soluções tecnológicas voltadas à colheita do açaí, sem alterar a importância do trabalho comunitário e da organização dos produtores na cadeia extrativista.

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